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Março 29, 2007
Sequência
Olho-te...
meu olho dentro do teu
e quase tudo que cabia
vaza
e não há mais como conter
derrama
te chama pra minha cama
e você vem...
Beijo-te...
tua boca dentro da minha
e o que se podia ver
some
se mistura em você
mescla
e te pede outra vez
e você dá...
Quero-te...
meu dia esparramado no teu
e o que se permitia
foge
e se abriga em você
cresce
te espera
e você chega...
Toco-te
meu corpo no teu
e quase tudo que não podia
pode
e o dia que era aquele
multiplica-se
diluído noutro tempo
e entre eu e você
o hoje
o agora
pedem amanhã
e depois
e nem sei...

cris:
17:24
...
Março 22, 2007
Dis-moi
Nada de rimas
abandono meus versos
e me verso sobre teus seios
que me envolvem em delícias
e me permitem espaços
onde percebo cores
e linhas desenhadas
no teu corpo
desde os cílios
pelos ombros
até as mãos
repletas de vocábulos secretos
linguagem entre ouvidos
entre nós...
Nada de rimas
esqueço a métrica
quero somente o que me prende
entre as tuas pernas
tuas retas e curvas que me contêm
teus verdes que me olham
e que de repente geram luz
e que ali derramam o doce e o sal
que equilibram o instante
o momento exato do prazer...
E aí me abraça
e diz...

cris:
10:16
...
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