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Janeiro 28, 2007

São Sebastião

São Sebastião
Sua cidade tem as curvas
Quais as curvas de um nobre violão
Não será razão
De tanta música bonita
Ter-se feito em sua mão
Ó, pai Ode, protege as matas
Que circundam esse altar
Que da maré vazante e cheia
Já se ocupa Iemanjá

São Sebastião do Rio flechado
Em seu peito atravessado
Pelas setas dos seus filhos
Queira Deus que os meninos
Achem a trilha nos seus trilhos
Inspirados na beleza de seu verde, seu anil
E mereçam a cidade estandarte do Brasil
E que outros mil poetas
Venham te cantar meu Rio

São Sebastião
Sua cidade cor-de-rosa
Fez da prosa um belo samba de Noel
Se eu fosse Gardel
Cantaria um tango pelo tanto
Dos encantos de Isabel
Ó, meu São Tomé, se alguém duvida
Passe os olhos pela Urca e o Sumaré
Onde a imperatriz beijou a flor
Porta-bandeira da cidade mais feliz

São Sebastião do Rio flertado
Ribeirão puro e encantado
Só no casco dos navios
Te naveguem as mais belas
E os mais belos dos bravios
Nessas águas que fizeram de Machado
Suas letras imortais
Entre copas de Salgueiros
E Mangueiras tropicais
E que novas musas venham
Em ti pousar seus ais


'e o Rio resiste de tanta beleza'

letra e música - Totonho Villeroy
canta - Martinália e Maria Bethânia

cris: 19:15

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Janeiro 24, 2007

Embriagada

Te quero
Isso eu sei
sei porque sinto
aqui
onde agora só você sabe

Nem sei o que fazer com isso
mas você sabe
e faz onde deve
e faz como
eu nem sei descrever
não
não posso descrever...
Sinto!

Te quero
e daí?
Isso é engraçado
e eu sorrio
por que não preciso de respostas
que bom!
Assim também não há perguntas
e o que vem
vem entre as pernas
entre nossos beijos

Te quero
Isso eu sei
e você?

cris: 00:53

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Janeiro 22, 2007

Desconhecido

E se fosse tanto
eu não saberia dizer quanto
E o que percorre
eu não poderia reter...

E o que em mim escorre
vem dela
e ela em mim
transborda

E se fosse tudo
eu não entenderia o porque
mas permitiria
meus olhos presos aos seus
minhas mãos confundidas com as suas

E se fosse ela
na noite longa
eu penetraria
em seu agridoce
deslizaria em seu calor
no vão que me prende
e que me promete mais

E se fosse eu
na madrugada fria
teria várias vezes
meu corpo atingido
por seus beijos
que em mim se alastram...

E seu fosse nós
seria tanto
que até poderia ser tudo
mas aí eu não poderia dizer...

cris: 17:46

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Janeiro 12, 2007

Symbiosis

Não gosto desse
meio tempo
meio quase nada de nós
esse o que restou do nosso amor

Não gosto desse
gosto de ressaca na boca
de ontem
desse quase tudo acabado
dessa porta entreaberta
e dos meus medos espalhados por aí

Te procuro em mim
você tatuagem no meu peito
você de quem tento esquecer o cheiro
você que habita em algum lugar dentro
de minh'alma
dentro da minha tão nova solidão

Te decepo de mim
você parte de músculos e nervos
você colabada na minha felicidade
te descolo
te desprendo dos meus dias
dos que ainda nem vivi

Não quero essas
noites que não me pertencem
que vagam entre mim e outros olhos
que não conheço
que não decifro
que posso esquecer

Não quero essas
madrugadas velozes
de quem foge de volta para o começo
de quem procura o que passou
de quem tem saudades

Te esqueço em mim
você cada momento do que vivi
você tantas certezas e linhas retas
te apago
te desprezo
e minto
"não te quero mais"

Não quero essa
manhã que sinto nascer
quero você aqui em mim
você parte e pele do que me faz forte
você o todo daquilo que ainda pode
você toda em mim...

cris: 12:59

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Janeiro 8, 2007

Heures érogénes

Sans toi je recompte et par centaines
Tes voix qui me manquent mais quelle veine
A moitié chemin, tout me ramène
Aux joies de nos heures érogènes

Sers toi de mon corps et soit certaine
J'ai choisi l'amour malgré les chaînes
Aux doigts qui nous montrent au loin l'éden
Aux toiles de maîtres, aux chansons hautaines

Sans toi je recompte et par centaines
Tes voix qui me manquent mais quelle veine
A moitié chemin, tout me ramène
Aux joies de nos heures érogènes

En toi, je le sais j'ai mes antennes
Les rois sont mangés et par les reines
Mais dois-je dire que j'ai si l'idée gêne
De quoi nous prendre au mot verlan, quen

Sans toi je recompte et par centaines
De voix, nos je t'aime et trop de veine
A moitié chemin tout me ramène
Aux joies de nos heures érogènes

Des mois des nuits que je me démène
De soirs de première en jeux de scène
Mais trois ou six temps, les notes m'entraînent
Au bois dormant chez toi, quelle aubaine

Sans toi je recompte et par centaines
Tes voix qui me manquent mais quelle veine
A moitié chemin, tout me ramène
Aux joies de nos heures érogène



Texte : Marc Esteve
Chanteur : Art Mengo

cris: 21:01

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Janeiro 4, 2007

Auto-ajuda

No espelho
às onze da manhã
olhar dentro dos olhos
e ter certeza que estou acordada
mesmo depois de tanto álcool e de tanto batom

- Final de ano são tantas as comemorações...
Nem sei para que tantas, afinal qual era a graça mesmo?

No caminho
para qualquer lugar
mesmo para aquele que eu quero esquecer a direção
iPod e Ojos de Brujo tocando alto
individualidade auricular
e solidão produtiva...

- Não dá para discutir relação
tendo a Baía de Guanabara azulada ali na frente...

Sol eu quero sol!!!!!!!!!

E aí me lembrar que a dois era mais divertido
e que quando você chegava era o melhor momento de todos
e agora é silêncio

Na real
Realidade!

No dia-a-dia
um dia e depois o outro
perceber que meu corpo pede pausas
e meu tempo organização

- Naquele dia, eu pensei que não fosse suportar...

Descobrir que tenho alicerce - e que é pura babaquice!
Da próxima vez, quebrar copos e o dvd
para no bar ter histórias para contar

Na pergunta
- O que segura, o que retêm as relações amorosas?
A resposta
- Nada! Elas são autoportantes...

Na questão
- E daí?
No argumento
- Se sustentam enquanto podem...
E ninguém entende nada

Nas refeições
Pedir picadinho carioca toda vez que o desejo for esse...
com ovo poché, é claro. Sem culpa!

Nas noites claras de luar
Desejar estar perdida em qualquer lugar
entre teu beijo e a palma da tua mão

Na cama
depois de tanto querer
tirar a roupa, permitir e gozar até dormir. Sem culpa!

No quesito
- tão bom que dói
A nota
- dez, nota dez!

Ai... não vou me guardar para quando o carnaval chegar!
Vem cá...

- aquelas noites têm se transformado em dias...
Perigoso? Não sei e não quero saber...

No novo ano
agenda nova
lençóis novos
outra paisagem em outra janela

- Acreditar na sorte cantando o samba-enredo da Ilha do Governador
Como será o amanhã...

cris: 11:47

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carmim